A Itinerante
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Amigos

Clenes Louzeiro, flor da juventude e da pureza, minha heroina.

by A Itinerante - Neiva 18/09/2012
Escrito por A Itinerante - Neiva
Olhada com respeito e veneração pelos povos orientais a flor de Lótus é freqüentemente
associada a Buda, por representar a pureza emergindo imaculada de águas lodosas.

Nós vivemos a época da desolação, da descrença, da desumanidade, da falta de fé.

Trabalhamos em profissões que não nos dizem nada, da qual muitas vezes não compreendemos sequer o sentido e pelas quais somos quase sempre mal remunerados.

Somos explorados pelo sistema, roubados pelos nossos políticos, enganados pela mídia, manipulados pela propaganda.

Nossos ideais… Quais ideais? Não temos mais. Perdemos, esquecemos, deixamos de entender o sentido desta palavra.

São tempos tristes.

Onde estão nossos heróis? Na literatura fast-read, nos filmes água-com-açúcar hollywoodianos, nos jogos ocidentalizados? Nossos heróis morreram também? Restam aqui e ali um ou outro. Cada dia menos, infelizmente.

Não temos exemplos nos quais nos mirar, as crianças não crescem mais querendo ser super-heróis. Querem ser celebridades ocas, vazias e superficiais ou jogadores de futebol, atletas milionários.

Mas eu tenho uma heroína para chamar de minha. Uma flor de pureza florescendo em meio ao lodo de nossa sociedade.

Uma mulher que não comeu o pão que o diabo amassou: come ainda. Diariamente.

Que já passou por quase tudo que se pode passar na vida: desesperança, solidão, fome, falta de teto, de trabalho, de rumo, de sentido, de amor.

Que conquistou cada milímetro do espaço que tem hoje com luta, com dificuldade. Mas que não arredou os pés, não desistiu e não recuou até chegar onde queria. Como se estivesse em uma batalha contra o mundo, contra a vida, com eles negando e ela insistindo e persistindo até vencê-los. “Isto é meu e eu vou conseguir!”

Já perdeu os cabelos de tristeza. E já perdeu os cabelos por doença. Não uma, mas várias vezes. E talvez perca novamente.

E quando a olho, não vejo uma pessoa amargurada, derrotada, abatida. Vejo uma guerreira, forte e exuberante, uma verdadeira flor da juventude, como significa o seu nome.

Clenes Louzeiro

Vejo uma mulher com força para deixar a sua própria vida de lado e discutir a política e o mundo, para lutar pelos direitos que acredita serem justos e defender causas de outros, como se não bastassem as suas próprias.

Vejo uma heroína. A minha e de todos e tantos amigos que conquistou.

Estaremos com você.

“Querida, eu sei que sente medo. Não seria humana se não sentisse. Mas não estará sozinha na quinta-feira. Mesmo que não estejamos presentes fisicamente, estaremos através de nosso amor e de nossa energia. E nosso amor te protegerá e acalentará. Tenha fé e lembre-se: nós te amamos.”

18/09/2012 0 comment
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Celebrando as coisas boas da vida com o Selo Rosa

by A Itinerante - Neiva 18/10/2009
Escrito por A Itinerante - Neiva

Ganho muitos selos. Guardo todos com carinho e não posto nenhum. Alguns são brincadeiras legais e divertidas ou são bonitos, importantes, interessantes, mas se for postar todos que recebo não farei outra coisa no blog e para postar um e não postar outro, prefiro não postar nenhum.

Apesar disto apoiei a idéia da Mamis do Fofocas de Marte de celebrar as coisas boas da vida rebatendo a onda negativa que invadiu a blogos com o Selo Vermelho. Ela criou o Selo Rosa e não apenas faço questão de postar, como estou rosa para acompanhar.

Tenho que citar aquilo que considero legal, interessante ou divertido, coisas ou pessoas que me fazem bem e me deixam feliz.

Como estou apaixonada demais, minha lista é simples:

1° – Ele
2° – Ele
3° – Ele
4° – Ele
5° – Ele …

Como assim não vale? Blog é meu, selo é meu. Faço o que quiser. rsrs

Ok. Ok. Vocês venceram.

1° – Pessoas que fazem parte de minha vida

Ele (kkk), meus filhotes lindos e maravilhosos, minha irmã que é um anjo, minha mãe que será canonizada de tão boa e santa, os amigos tanto da vida real quanto da blogos (principalmente Índia) e minha equipe na lav.

2° – Natureza

Praia, mar, areia, árvores, brisa, vento, chuva, flores, frutos, terra, sol, crepúsculo, mato.

3° – Equilíbrio físico, espiritual e emocional

Estou caminhando. Um dia chego lá.

4° – Anjos da guarda

Coisa mais boa da vida é estar em um perrengue qualquer, orar um Pai Nosso e sentir que ele desaba da 53° nuvem do paraíso em menos de 1 segundo só para confortar e encher daquela sensação gostosa de não estar só. :DD

5° – Atitude positiva perante a vida

Minha alma cultiva flores e borboletas em busca da primavera permanente.

…

Agora, tenho que indicar blogs. Vou repassar para um bando de amigos, pela ordem da blogroll, com o desejo de que embarquem na brincadeira e celebrem também as coisas boas da vida. :DDD


A magia da noite – Druida


Índia Manauara


Dá Sorte – Lucky


A Vida sem Manual


Luz de Luma, yes party!


Sonhos Secretos (Meninas)


Click das Fadas


Ócio Criativo


Doce segredo (Val)


Arte Imita a Vida


Arte Ilumina a Vida


Fio de Ariadne


Tudo é História… (Lunna)


Meu querido amigo cafa


Sub-mundos (s)em mim (Daniel)


Memórias de um monstro (Ninha)


Almas Tatuadas (Meninas)


Hybrida (Snake)


Eu e minhas letras (Pâmela)


As filhas do vento (Gabi)


Voz Ativa


Mariquinha Maricota


Cadinho


Feminina e Plural – Eva


Rabiscos de Eva


O Profeta


Entre Pontos e Virgulas


Me abraça? (Lidia)


A Casa do Mago (Marco)


Teorias Impossíveis (Lunna)


Surtadas (Meninas)


Os Olhos do Mundo (Meninas)


Mais Atitudes


E O Vento Levou (Cris)


O Ceu, A Terra (Ceci/Miguel)


As noites Insones em Claro (Benno)


Sopros de Lis


Almas Tatuadas (Meninas)


Coisas Supérfluas (Bella)


*Las tiritas del D.Ramirez*


1 Momento Só


Movido a Vapor (Paulo)


Introspectiva

Quem já ganhou, ganha outro. Fiquem absolutamente confortáveis para postar ou não. :DD

Aproveito para agradecer o último selo que recebi de uma nova amiga, Elaine Barnes, do blog Nas Asas da Coruja. Elaine, já estou te linkando e o Selo Rosa é teu também. Bem vinda.

Também quero oferecer este selo para todos os “sem-blogs” que vierem aqui, especialmente Kaká e minha irmã Tamar. Fiquem a vontade para postarem suas listas no halos. 😀

Beijos e uma semana rosa para todos! :DDD

…

Em tempo: Infelizmente, enquanto aqui celebramos as coisas boas da vida, em outro canto, coisas ruins ocorrem. Glória do Mariquinha Maricota, que é uma blogueira antiga e muito querida fechou seu blog por ter sido atacada com comentários maldosos em um momento de fragilidade, às voltas com problemas físicos e outros. Entenda melhor lendo aqui.

Glória, espero que volte em breve, restabelecida e fortalecida, para continuar nos presenteando com sua presença sempre tão digna. Muita luz, saúde e equilíbrio. Fique bem. Aguardamos seu retorno.

18/10/2009 0 comment
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5) As fadas do Monte Orm

by A Itinerante - Neiva 03/10/2009
Escrito por A Itinerante - Neiva


No Monte Orm, um grupo de fadas reunidas em círculo ouvia atentamente o que uma pequenina fada azul falava.

– Você tem certeza de que Maise disse isto e convocou o povo? – Perguntou uma delas, Me, agitada.

– Tenho, lógico. Quando desceram na borda do lago estava sentada em um galho de árvore. Fiquei quieta. Era a primeira vez que ela saia de casa e não quis fazer nada para atrapalhar. Acabei ouvindo quando Elros explicou que Etera está assim por causa de sua tristeza. – Respondeu Bruxinha, que recebeu este nome por suas trapalhadas com os encantamentos. As fadas do Monte implicavam de brincadeira que não era fada e só podia ser bruxa e riam, mas na verdade adoravam-na e ao seu jeito doidinho e amoroso, sempre querendo ajudar e metendo-se em confusão atrás de confusão.

As fadas do Monte Orm são da antigas e sábia linhagem. Vivem em uma vila atrás do Castelo de Etera e dedicam-se aos encantamentos mais difíceis e trabalhosos, quase sempre aqueles que envolvem a transformação da matéria, cujos segredos guardam a sete chaves e passam de geração em geração a alguns poucos escolhidos.

Elas também são vistas como conselheiras pelo povo encantado e bastante procuradas por fadinhas jovens, em busca de conselhos e orientações para aspectos da vida sentimental.

Bruxinha não é uma delas e nem vive no Monte Orm, mas gosta de levar as novidades e os últimos acontecimentos para suas amigas.

– E como Maise estava? Pareceu triste? – Zê quis saber.

– Estava chorando, coitada. Magra que dava dó de ver. – Respondeu Bruxinha.

– Também! Viver um amor bonito como aquele e depois isto… – Ce não concluiu a frase, incapaz de mencionar com todas as letras.

– É mesmo, pobrezinha. – Arrematou Ilda, prosseguindo. – Eu também sofreria se tivesse perdido um anjo daquele. Algum dia terei um Adriel só meu. – Arrematou, fazendo todas rirem, exceto Lina, que ouvia apenas.

– E vai matá-lo como Maise? Sabem que é culpa dela. Se aquele doce anjo do Senhor não tivesse se envolvido com ela ainda estaria entre nós. – Falou brava.

– Lina! – Exclamaram todas juntas.

– Não foi culpa dela. Eles apaixonaram-se um pelo outro. E era um amor tão bonito. Foi triste e é uma pena. – Me ponderou.

– Sorte que ela tem Elros e aquele Elfo parece caidinho por ela. – Chica disse com uma risadinha. Ela também namorava um elfo muito bonito.

– Não creio que Maise esquecerá Adriel com Elros, mesmo ele sendo bonitão e simpático como é – Discordou Zê.

– Eu também não. E ela não tem culpa. Foi o destino, mas ainda acredito que ele não morreu – Soltou Bruxinha, baixinho, fazendo com que as outras olhassem para ela.

– Você acha? – Ilda apertou o coração com a mão, segurando a ansiedade.

– É claro que Anjos não morrem! – Afirmou Miguel, o elfo que sempre acompanhava Bruxinha e que até então apenas ouvia.

– Eu também não acredito. Anjos morrendo, imagina! – Concordou Ce, seguida em coro por todas as outras e mesmo as que não tinham dito nada balançaram a cabeça em concordância.

Logo estavam em silêncio, imaginando cada um a seu modo, como Adriel retornaria.

….

Ilda, tem 54 anos, é de Goiana/PE. Era empregada doméstica, mas devido a problemas de saúde, não conseguiu mais emprego. Um dos seus filhos foi morto pelo tráfico, mora com mais 7 pessoas, incluindo uma criança de 4 anos. Apesar de não saber ler, adora estórias de anjos, fadas e “seres bondosos”, pois ajuda a melhorar o seu dia-a-dia, fazendo com que acredite que as coisas vão melhorar.

Ce, tem 45 anos, é de Recife, chegou a menos de um ano. Veio com a promessa de um emprego, mas quando chegou aqui a pessoa disse que ela não era como achava que era e não a contratou. Está morando com um dos filhos de Ilda e tem 5 filhos, que ficaram em Recife com uma irmã. Também não sabe ler, mas falou que desde que começaram as estórias, ela até deixou de tentar se matar (fez duas tentativas mal sucedidas no começo do ano).

Me, tem 60 anos, é de Sumaré/SP, trabalha para ajudar no sustento da família da filha, que tem 9 filhos e não pode trabalhar, pois tem que cuidar deles. A filha não é casada, sendo ela a única responsável pelo alimento dos netos. Os pais dos filhos não dão a pensão, pois estão contestando a paternidade na justiça. Ela também não lê, mas gosta do dia que tem as estórias, pois fazem sair um pouco da realidade e voltar a ser a criança que tinha a ilusão de conquistar o mundo.

Chica, tem 53 anos, é de Santa Barbara/SP, trabalha ali a mais de dois anos, apesar de fazer alguns outros bicos. Tem 4 filhos, é viúva, adora ler estórias românticas e de mistérios, detesta estórias de terror, está namorando com um dos homens mais cobiçados do pedaço e não deixa ninguém chegar perto. Ela acha que é mais esperta do que a Marisa (Maise).

Lina, tem 56 anos, é viúva, teve 5 filhos, mas morreram de fome, não gosta de trabalhar ali, pois as mulheres são muito “dadas”, não fuma, não bebe, pois sua religião não permite, gosta de ler estórias que tenham anjos, pois acredita que são enviadas pelos mesmos para nos mostrar como estamos agindo, e que os elfos, duendes, fadas e bruxas, são todos do mal, como a Maise, que matou o Adriel. Aprendeu a ler, pois queria ler a Bíblia e na Bíblia tem estória com anjos.

Zê, tem 41 anos, é casada, tem 2 filhas, uma tem síndrome de down e a outra sérios problemas no coração. Ela trabalha para ajudar a aumentar a renda do marido que é gari e tem problemas com bebida. Ela já foi presa por ter o nome de uma mulher procurada pela policia por estelionato, ficando dois anos na prisão, até que a advogada da Paróquia que ela freqüenta conseguiu libertá-la. Adorou as estórias, lê para as filhas e é uma das mais queridas do local.

Estas mulheres e outras que não foram nomeadas aqui têm em comum o fato de trabalharem na reciclagem de detritos em um lixão clandestino. Deus não dá carga pesada a pessoas fracas e sim às fortes, mas compadecido talvez, enviou-lhes um de seus anjos encarnados para suavisar algo da aspereza de suas vidas.

Bruxinha (Ceci) é Geofísica e realiza um trabalho voluntário ensinando estas mulheres. Encontrou pelo Google a estória de Adriel e de Axel e passou a imprimir e ler para elas, levando-lhes também um pouco de fantasia, amor, fé e esperança.

…

Ilda, Ce, Me, Chica, Lina, Ze e todas não mencionadas aqui:

Este post é uma pequena homenagem para vocês, que agora estão dentro da estória e fazem parte de Etera, aparecendo sempre que for necessária uma ajudinha extra. :DD

Fiquei emocionada ao saber que acompanham e vibram desta forma com nossas estórias e agradeço muito. É o melhor incentivo para continuar e procurarei fazer o melhor para não decepcioná-las. Espero que enviem sempre recadinhos pela Ceci dizendo o que estão achando. Recebam meu abraço com carinho.

…

Bruxinha (Ceci):

Você é um anjo renascido na Terra e que veio para trazer conforto, alento e esperança para estas pessoas tão especiais para Deus. Você e Miguel, seu amigo padre que participa também deste trabalho. Agradeço a ambos não apenas por imprimir, distribuir e ler-lhes nossas estórias, como também por vir e contar-nos. Muito obrigada!

03/10/2009 0 comment
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Um pouco da Magia da Noite

by A Itinerante - Neiva 24/09/2009
Escrito por A Itinerante - Neiva


FUMO

Longe de ti são ermos os caminhos,
Longe de ti não há luar nem rosas;
Longe de ti há noites silenciosas,
Há dias sem calor, beirais sem ninhos!

Meus olhos são dois velhos pobrezinhos
Perdidos pelas noites invernosas…
Abertos, sonham mãos cariciosas,
Tuas mãos doces plenas de carinhos!

Os dias são Outonos: choram… choram…
Há crisântemos roxos que descoram…
Há murmúrios dolentes de segredos…

Invoco o nosso sonho! Estendo os braços!
E ele é, ó meu amor pelos espaços,
Fumo leve que foge entre os meus dedos…

(Florbela Espanca)

Existem encontros mágicos em nossas vidas, quando sem querer esbarramos em algo especial. Pode ser uma música, um lugar, uma pessoa, um escritor, mas certamente todos nós temos estes momentos especiais, gravados para sempre.

Recordo-me ainda daquela tarde preguiçosa quando, ouvindo ópera no cd-player (naquela época ainda não existiam os mp3 da vida), entrei em uma livraria e fui à sessão de poesia disposta a encontrar uma mulher que falasse melhor ao meu espírito do que Fernando Pessoa e outros que conhecia. Fiquei bem umas duas horas ali, folheando, lendo trechos e descartando uma após a outra. Ao final, quase desistindo, abri um fino livrinho de uma poetisa com nome esquisito: Florbela Espanca.

Lembro-me do cheiro, da luz, do sentimento, da música, do prazer de ler-me na escrita dela, de todas as nuances daquele encontro. Um instante eterno, de puro encantamento.

Florbela foi minha voz em muitos momentos, quando minhas próprias palavras eram poucas e pobres para expressar o que desejava.

Nesta terça, fui agradecer uma nova visita como habitualmente faço. Estava apressada. Tinha uma série de planilhas matemáticas a fazer. Seria apenas dar uma olhadinha, comentar e ir embora. O que encontrei pegou-me por horas, estarrecida, lendo e relendo, inconformada, quase sem acreditar que fosse possível.

Se Adriel tivesse um blog e dos céus escrevesse para sua Maise, não seria mais perfeito. Ah, você duvida? Leia então:

Chamamento

Chamas o meu nome na escuridão do teu pranto. As lágrimas resvalam pela tua pele como cascatas em rio revolto. O mundo parece ter-te levado de volta aos tempos turbulentos de outras vidas, como se quisesse afogar a tua alma num oceano agitado pelas tormentas do passado. Na distância que nos separa escuto o teu lamento. Desdobro minhas asas e lanço-me numa descida alucinante, procuro o caminho até ti, percebendo os sinais que me deixas para te encontrar.

Faço-me homem, caminho em tua direcção, espero-te num despertar de sentidos, na beira da tua cama. Teu corpo agita-se ao pressentir a minha presença. Despertas num olhar suave, de olhos inchados pela tristeza da tua alma, mas logo encontras meus olhos negros, segurando tua alma. Meu dedo toca tua face, digo-te “-Bom dia minha querida!”, sorris-me. Lá fora um novo dia nasceu.

Na palma da minha mão faço aparecer uma bola de luz que deixo fluir para teu peito, iluminando tua pele, e num suave beijo em tua testa, descrevo-te, neste silêncio, neste momento, as forças que fazem de ti um ser magnifico. Num outro beijo soprado, deixo no ar o perfume que tão bem conheces, como resquícios de minha essência que por todo o sempre será também a tua. Caminho a teu lado, homem comum e mortal, enlaço meus dedos em teus dedos, como reflexo desta humanidade de que somos feitos, mas, depois, num sopro de vento, me desvaneço no céu deste final de dia. Anoiteceu!


…

O que acham? É ou não é? 😀

Druida, do blog A Magia da Noite, escreve a todas as mulheres falando diretamente à alma, como se conhecesse um atalho secreto para nossos corações. Mágica pura.

Sinto orgulho em recebê-lo como amigo neste blog e apresentá-lo a vocês, esperando que o visitem, leiam seus textos mágicos e que sejam como eu confortadas com suas tão belas palavras.

Só não se esqueçam de Adriel completamente, ok? rsrs

Beijos!


Druida, sinta-se acolhido pela Itinerante e que este seja apenas o início de uma grande amizade. 😀

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Aniversário da Índia

by A Itinerante - Neiva 05/04/2009
Escrito por A Itinerante - Neiva

A lenda da Moça-Lua

Muito antigamente só havia a noite e o dia. E a noite era tão escura que deixava os homens assustados e aconchegados em suas casas, ao pé do fogo. Em toda a tribo, só uma índia não tinha medo da noite. Ela saía na escuridão e voltava com os cabelos cobertos de vaga-lumes. Passeava na beira do rio, mas todos ficavam tranqüilos porque ela dizia que não havia perigo.

Esta índia era diferente de todas as outras, pois nascera com a pele muito branca e nada lhe metia medo, muito menos uma noite escura. Entretanto, havia uma outra índia de olhar escuro como a própria noite que não via o ato da outra com bom coração. A inveja foi crescendo dentro dela e um dia tentou caminhar noite a dentro, mas acabou cortando os pés nos gravetos e seixos da margem do rio.

Cheia de ódio e inveja, foi então falar com a cascavel:

-“Cascavel, preciso de teu auxílio”

-“Para o bem ou para o mal?”, perguntou a rastejante

-“Para o mal”

A cascavel bailou feliz, pois sua vida e seu veneno estavam a serviço dos maus trabalhos:

-“Que quer que eu faça?”

-“Que mordas o calcanhar da índia branca”

– “A que não tem medo da noite?”

-“Esta mesma”

-“Para matar?”

-“Que fique escura, verde, velha e muda”.

A cascavel mais uma vez saltou de alegria e prometeu:

-“Hoje mesmo!”

À noite quando a índia branca foi fazer seu passeio…A cascavel se arrastou e ficou debaixo de uma pedra esperando. Quando a índia passou cantando, a cascavel deu o bote, mas se deu mal, pois a jovem tinha os pés calçados com duas conchas de madrepérolas. A cobra acabou quebrando os dentes e com eles perdeu seu veneno:

-“Índia infeliz, o que fizeste comigo!

-“O que pretendias tu fazer comigo?”

-“Ia te fazer escura, verde, velha e muda”

-“Fui salva então, pelo sapato de conchas que o boto me deu”.

-“E eu fiquei sem dentes e sem veneno”.

-“Mas porque que querias me transformar?” indagou a índia branca.

-“Porque és linda e a índia escura não suporta tua presença…”

-“Foi ela que te mandou?

-“Sim, pois ela sofre”

Então a indiazinha branca começou a chorar, jamais imaginou despertar tanto ódio à alguém. Suas lágrimas eram gotas de luz, tão leves que flutuavam e permaneciam no céu. Todos os índios se espantaram com o acontecimento, pois agora a noite já não era tão escura.

Depois da índia chorar muito disse:

-“Não posso mais viver entre os que me odeiam”. E passou por cima das águas do rio, até o outro lado. A cascavel meteu-se em um buraco de onde nunca mais saiu.

Chegando ao outro lado, procurou a coruja:

-“Mãe coruja, ajuda-me a chegar ao céu”

-“Minha filha, pede e eu farei”.

Então a jovem foi colher cipó e flor de manacá. Trançou tudo e fez uma escada muito linda. Pediu então a coruja:

-“Voa bem alto e suspende esta escada para que eu possa subir”.

A coruja obedeceu e chegou até a porta do céu com a maravilhosa escada e a índia branca subiu. Chegou até a céu, acomodou-se em uma nuvem e lá ficou para nunca mais voltar.

Os índios ao olhar para o céu viram aquela forma reclinada branca e brilhante, vagando entre as nuvens, rodeada de lágrimas de luz.

Disseram:

“A Lua, a Lua!”

A índia escura e invejosa olhou e ficou cega de ódio. Contam que foi morar na cova da cascavel, pois nunca mais foi vista.

Moça Lua, no entanto, continua até hoje a povoar a noite. E os homens sonham, um dia, poder construir uma escada igual à dela, para poder ir ao seu encontro.

Fonte: Lendas Índigenas

…

Hoje é aniversário da Índia Manauara, uma linda e doce moça branca que não tem medo da noite e que tal qual a lua, ilumina-nos com o brilho de suas palavras.

Obrigada, querida, pela sua amizade. Feliz aniversário. :DDD

05/04/2009 0 comment
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Negro Gato

by A Itinerante - Neiva 15/03/2009
Escrito por A Itinerante - Neiva


Ele tinha 17 anos, era office-boy, negro, pobre e viciado em maconha. Ela tinha 21, era chefe de departamento, branca, classe média e fazia faculdade. Ele fumava com sua assistente no horário do almoço e ela ficava furiosa. Ameaçou contar aos chefes se não parassem. A assistente quis que ficasse amiga dele para perder a bronca. Marcou cerveja. Ela foi para dizer o que estava engasgado. Ele era engraçado e não conseguiu brecha alguma entre um copo e outro. No final da noite, cavalheiro, acompanhou-a até a casa. Algo alcoolizada, desacostumada às farras, nem sabe dizer como o beijo ocorreu e do beijo à cama menos ainda. Dormiu em sua casa e no outro dia mesmo trouxe as roupas e ficaram juntos por 3 anos.

Ela aprendeu a relaxar fumando baseado. Saiam “malucos” pelas ruas, rindo de tudo e qualquer coisa. Amavam-se lentamente imersos em viagens. Depois laricavam o que tivesse, rindo bobos do nada e terminavam as noites e começavam os dias abraçados, agarrados.

Brigavam como cão e gato. Ele provocava, ela retalhou suas calças um dia, jogou fora seu pote de bitucas em outro. Ele ria, sempre. Quanto mais nervosa, mais graça achava. E todas as rusgas terminavam na cama, amando-se e jurando nunca mais brigar.

Numa noite, em uma rua escura, lutou com um assaltante, enquanto ela corria. Depois correram os dois, fugindo dos tiros. Ela o achou herói e morreu de amores.

Ela chorava, de tristezas bobas e ele a consolava, confortava. Chamava de Princesa, trazia ao ombro e deixava chorar enquanto ouvia até ela se cansar e adormecer.

Ele não tinha tristezas, só alegrias. Despreocupação tal que a enlouquecia. E amigos, muitos, infinitos. E amigas, tantas!!! Entra e sai de pessoas na casa, sempre, toda hora. Ela não gostava.

Um soutien que não era seu, em sua gaveta, algo aqui, outro acolá. Ela teve outro por vingança. Ele revidou. E a relação se foi findando…

Separaram, mas não deixaram de se gostar, de serem amigos, de se verem, sempre, sempre, sempre. Vez em quando faziam amor, que era tão bom. Quando não, papeavam, passeavam, iam ao cinema, ao bar.

Era certo que se amavam e se amariam para sempre. Quase nunca brigavam, agora. Tinham se tornado mais do que tolerantes, cúmplices, guardando brigas e críticas para os outros.

Ela se lembra da última vez que fizeram amor. Carente, perguntou se a amava e ele disse: “Ah, Gatinha! Se você soubesse o quanto!” E disse de tal forma que gravou.

Então passou uma semana inteira sem saber dele. No sábado já estranhava e pensava em procurá-lo no domingo. Hoje iria ao cinema. Passava baton, banho tomado, vestida já, quando atendeu o telefonema do amigo: “Roberto está morto, no necrotério de Guarulhos, esperando identificação.”

Foi de taxi chorando desesperada e compulsivamente, esperando a confirmação de uma brincadeira cruel. Passou por vários locais, até que alguém sugeriu o IML. Entrou, foi levada onde estavam. Olhou, não o viu. Saiu, chorou de alívio. Quis ver novamente, para ter certeza. Não é ele. O legista então aponta para seu ombro: Vê esta tatuagem de tigre? Ele tinha? Sim… Ele tinha.

Mas não era ele. Nem era ninguém. Era uma casca vazia, apenas vagamente parecida com o corpo que era dele. E ao mesmo tempo, sabia que a casca era dele, era ele. Então reconhece.

Tiros. Nas costas, no ouvido. Morte por anemia traumática. Sangrou até morrer. Polícia. Desaparece com seus documentos. Desova em Guarulhos, para ser enterrado como indigente. Por sorte um amigo soube, procurou, achou, avisou.

Preenche todos os trâmites legais e noite já, dorme em um hotel, acompanhada de uma amiga que soubera e viera acompanhar. Uma louca canta sinistramente na madrugada, tornando ainda mais impossível o adormecer.

De manhã, no cemitério, de tantos amigos apenas 4 se despedem no enterro pobre e silencioso.

Ela trabalha à tarde, entorpecida. E só à noite, quando as ocupações acabam é que desaba. E chora silenciosamente na cama grande e solitária.

Pensa na casca, como começa a chamar “aquilo”. Sabe que ele não estava lá. Onde estaria então? Teria desaparecido? Deixado de existir, simplesmente? Não… Não seria possível.

Imagina que possa estar em algum lugar, talvez escuro. Talvez sinta dor, solidão, medo. Talvez precise dela. Decide que o encontrará, ainda que até então não acreditasse “nessas coisas”.

Busca informações, vai a lugares, lê tudo o que pode e de passo em passo, chega a um pequeno centro espírita em Ribeirão Preto. Ao final, na leitura das psicografias, a última inicia-se com um “Gatinha”. Fala sobre as pizzas com coca-cola que adoravam, descreve os acontecimentos até então desconhecidos para ela (alivia-a saber que morreu inocente), pede que não odeie os policiais, que era sua hora. Que se não fosse assim, seria de outra forma qualquer. Reafirma seu amor, mas pede que siga com sua vida.

Primeira de muitas, até que se sentiu forte para deixá-lo ir e seguiu também seu caminho.

Lembra-se dele, sempre. Um homem no ônibus a faz pensar como seria ele, adulto, hoje. Uma pizza, um cinema, nada e qualquer coisa, vira e mexe vêm a lembrança, o carinho, o sorriso e a certeza de que será a primeira pessoa a ver quando se for. Segurança de um amor que a aquece e conforta após quase 2 décadas.

…

Antonio Roberto Barbosa dos Santos era o nome de meu negro, belo e tão amado gatinho. Pensei muito nele hoje e quis escrever sobre nós.

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Amor e Amizade

by A Itinerante - Neiva 04/02/2009
Escrito por A Itinerante - Neiva

AMOR E AMIZADE

Perguntei a um sábio,
a diferença que havia
entre amor e amizade,
ele me disse essa verdade…

O Amor é mais sensível,
a Amizade mais segura.
O Amor nos dá asas,
a Amizade o chão.

No Amor há mais carinho,
na Amizade compreensão.

O Amor é plantado
e com carinho cultivado,
a Amizade vem faceira,
e com troca de alegria e tristeza,
torna-se uma grande e querida
companheira.

Mas quando o Amor é sincero
ele vem com um grande amigo,
e quando a Amizade é concreta,
ela é cheia de amor e carinho.

Quando se tem um amigo
ou uma grande paixão,
ambos sentimentos coexistem
dentro do seu coração.

Shakespeare

…

Para Sidney, gatinho de olhos lindos que alegra e enternece meu viver.

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Sonecando…

by A Itinerante - Neiva 01/02/2009
Escrito por A Itinerante - Neiva

zzzzzzz zzzzzzzz zzzzzzzz

Aqui tem gente acordada:

Kane
BBB online, textos ácidos e imperdíveis. Só falta abrir o halos.

Espiadinha do Lobo
Tem os vídeos de tudo que você perdeu e o Lobo, sempre atencioso.

Sidney Soares
Discussão saudável e gostosa do BBB, com o blogueiro mais gentil.

Mariquinha
Já era bom, mas com Eva ficou imperdível.

Mark
Humor mais terrível do nunca.

Mamis
O halos mais divertido de Marte.

Aprecie com moderação. 😀

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Desejo – Tema e variações

by A Itinerante - Neiva 30/01/2009
Escrito por A Itinerante - Neiva



OURO E PRATA
(Benno Assmann)

Quando o Sol rompe
com a sua luz o breu da noite
Seus fulgurantes raios
vêm iluminar a relva dourada
que cobre tua pele nua
E nua em pelo
ficas vestida
com este singular vestido de ouro
para encantar meus pensamentos

A noite vem
e com ele trocas teu vestido
Ainda nua
teu corpo macio se cobre
com a prata da luz da Lua
E teu vestido prateado
não preciso tirar para te amar novamente

É assim que te quero sempre
de dia vestida de ouro
de noite vestida de prata


BEIJA EU
(Marisa Monte)

Seja eu,
Seja eu,
Deixa que eu seja eu.
E aceita
o que seja seu.
Então deira e aceita eu.

Molha eu,
Seca eu,
Deixa que eu seja o céu.
E receba
o que seja seu.
Anoiteça e amanheça eu.

Beija eu,
Beija eu,
Beija eu, me beija.
Deixa
o que seja ser.
Então beba e receba
Meu corpo no seu corpo,
Eu no meu corpo.
Deixa,
Eu me deixo.
Anoiteça e amanheça.


HORAS RUBRAS
(Florbela Espanca)

Horas profundas, lentas e caladas
Feitas de beijos sensuais e ardentes,
De noites de volúpia, noites quentes
Onde há risos de virgens desmaiadas

Ouço as olaias rindo desgrenhadas
Tombam astros em fogo, astros dementes.
E do luar os beijos languescentes
São pedaços de prata p’las estradas

Os meus lábios são brancos como lagos
Os meus braços são leves como afagos,
Vestiu-os o luar de sedas puras

Sou chama e neve branca misteriosa
E sou talvez, na noite voluptuosa,
Ó meu Poeta, o beijo que procuras!


MAR E LUA
(Chico Buarque)

Amaram o amor urgente
As bocas salgadas pela maresia
As costas lanhadas pela tempestade
Naquela cidade
Distante do mar
Amaram o amor serenado
Das noturnas praias
Levantavam as saias
E se enluaravam de felicidade
Naquela cidade
Que não tem luar
Amavam o amor proibido
Pois hoje é sabido
Todo mundo conta
Que uma andava tonta
Grávida de lua
E outra andava nua
Ávida de mar

E foram ficando marcadas
Ouvindo risadas, sentindo arrepios
Olhando pro rio tão cheio de lua
E que continua
Correndo pro mar
E foram correnteza abaixo
Rolando no leito
Engolindo água
Boiando com as algas
Arrastando folhas
Carregando flores
E a se desmanchar
E foram virando peixes
Virando conchas
Virando seixos
Virando areia
Prateada areia
Com lua cheia
e à beira-mar

30/01/2009 0 comment
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Para Sidney

by A Itinerante - Neiva 29/01/2009
Escrito por A Itinerante - Neiva


Bom retorno 😀

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