Vocês lembram do Nier, o último lançamento da Square Enix que foi criticado por 10 em cada 10 sites especializados em seus previews? Relembrem: Nier da Square está chegando.

Na época ninguém ainda tinha jogado e não dava para saber qual era a real. Depois dois amigos começaram o game. Marcelo odiou. Nem conseguiu terminar. Achou chato, fraco, repetitivo, etc… etc…

Já o Bruno, adorou. Há mais de um mês ele enviou-me a seguinte análise:

“O novo jogo da Square Enix, Nier, difere dos títulos normalmente lançados pela produtora, famosa por seus títulos de RPG como Final Fantasy e Kingdom Hearts. O jogo inova ao trazer uma aventura com muitos elementos de RPG, onde o seu personagem evolui leveis, as armas podem ser melhoradas e há inúmeras magias para se aprender.

A história se passa em um mundo pós apocalíptico, onde uma terrível doença, conhecida como Black Scrawl assola a vida das pessoas. Nier, o personagem principal, vive em um pequeno vilarejo, fazendo trabalhos para a vila enquanto procura desesperadamente uma cura para a sua filha, Yonah, que sofre de Black Scrawl. Em uma de suas missões ele acaba encontrando um livro antigo conhecido como Grimoire Weiss que, segundo a lenda, tem o poder para livrar o mundo dos shades produzidos pelo livro do mal, o Black Weiss, e por tabela, destruir a Black Scrawl. A notícia anima Nier que parte numa jornada para conseguir os Sealed Verses, adquirindo o poder para, junto com Weiss e outros parceiros que encontrará no decorrer da história, salvar o mundo.

Os gráficos do jogo não impressionam, mas não deixam o jogo feio. Os personagens são muito bem modelados e os cenários são bem construídos, mas nada tão grandioso como Gran Pulse (Final fantasy XIII).

A trilha sonora sim, enche os olhos, ou melhor, os ouvidos! As músicas são muito bem encaixadas. Nas cidades tocam aquelas músicas mais calmas, enquanto que nas dungeons as músicas são mais agitadas pra dar aquele suspense. Tem algumas músicas que vão te dar vontade de chorar, pode ter certeza, principalmente quando Nier conhece a Kainé (uma garota que mais tarde vira sua aliada) ou quando ele está no vilarejo dele com a sua filha! A trilha sonora deste jogo realmente foi muito bem trabalhada.

A jogabilidade traz muito de RPG de uma forma bem dinâmica. A movimentação do personagem flui bem, Nier pode manusear vários tipos de armas (espadas pequenas, espadas grandes, machados, etc). Há a possibilidade de evoluir os leveis das armas adquirindo determinados itens, melhorando os seus atributos. Cada chefe derrotado libera uma nova magia que você pode equipar até quatro de uma vez, se estiver disposto à perder a defesa e a esquiva, mas acredite: você não vei querer ficar sem a esquiva. Outra coisa muito interessante é que, durante a sua jornada, Nier adquirirá certas palavras que podem melhorar a eficiência das armas/magias, na medida que avança no jogo palavras mais fortes e com efeitos diferentes vão sendo liberadas. O jogo traz também inúmeras quests bem típicas de RPG’s, como por exemplo levar uma encomenda frágil de um ponto à outro, conseguir determinados itens para uma poção, como também algumas bem grandes que o jogador fará uma parte, continuará a história até conseguir alguma item que falta para depois voltar e terminar, as recompensas, principalmente no começo não são muito boas mas te ajudarão a não ficar no vermelho, já que para conseguir dinheiro você terá que caçar e vender itens que não irá usar, o que também não traz um bom retorno financeiro.

Quanto às conquistas/troféus, não pense que vai ser muito fácil platinar em Nier, algumas conquistas exigirão muita paciência e tempo dos jogadores, algumas vão sendo liberadas no decorrer da história, para outras o jogador terá que cumprir um certo número de quests, coletar um certo número itens diferentes e há as mais difíceis em que será preciso encontrar todas as palavras e ter todas as armas.

Nier está longe de ser o jogo do ano, mas para aqueles que procuram um game com boa jogabilidade e uma história excelente não podem deixar de conferir!

Nota: 8,9″

Eu meio que duvidei e pedi-lhe que jogasse mais um pouco e voltasse a escrever-me depois confirmando as impressões iniciais. Nesta semana, quase um mês depois, enviou-me outro email falando sobre Nier:

ATENÇÃO: a parte que segue contém SPOILERS.


“Bom, a história que já era boa deu uma reviravolta muito doida e nessa, se passaram cinco anos, foi adcionado mais um personagem à minha party e agora ficou mais parecido ainda com um RPG. Este novo personagem é um garoto chamado Emil, um grande mago cuja habilidade especial é a petrificação. Você deve estar se perguntando qual foi o Start dessa mudança, vou te contar: dei de cara com o livro malvadão, o Grimoire Noir, bem como o possuidor dele, o Shadowlord, o FDP levou a minha filha, ou melhor a filha do Nier – heehehehehehe, isso em quanto a vila estava sendo atacada pelo maior monstrão que já vi num RPG, praticamente impossível de ser derrotado.

Nier teve que, junto com a sua equipe, confinar o maledeto e para tal a Kainé teve que ser petrificada na porta do lugar onde o enjaulamos. Nier tenta salvar a sua filha mas não consegue e nessa reviravolta toda passam-se cinco anos. (Esqueci de falar um pequeno detalhe, já terminei de juntar todos os Sealed Verses e tenho umas magias animais agora). Enfim, passam-se esses cinco anos e nada de encontrar a pequena Yonah, que já não deve ser tão pequena assim. 

Nesse meio tempo, Nier aprende à controlar mais dois tipos de armas: espadas de duas mãos/machados (bem pesados mais que tiram muito sangue) e bastões (muito rápidos e tiram um dano razoável, estou usando-os) e Emil consegue descobrir um modo de despetrificar Kainé, mas para isso acaba transformando-se numa criatura meio estranha. Ele consegue salvá-la e Nier que agora está bem mais forte consegue matar o monstro que, acredite se quiser, ainda estava vivo.

Por fim, queria te dizer que a minha opinião ainda é muito positiva quanto à esse jogo, sábado fui dormir à uma da manhã jogando. É claro que tem alguns pontos negativos, como os gráficos que são bem ruinzinhos para essa geração, algumas quests que são bem sem noção (por falar em quests, descobri à duras penas que após certos eventos na história algumas quests não podem mais ser finalizadas, ou seja, nada de recompensa e nada de conquista!!!!!) e a falta de uma interação maior com os outros membros da equipe. Posso apenas definir algumas coisas que lembram os gambits de FFXII , como por exemplo, definir para a Kainé atacar e para o Emil defender, ou pedir ajuda ou deixar os dois em modo de ataque. Mesmo assim é um jogo com muitas boas idéias e que te prende com uma história cativante e personagens bem carismáticos.”


Aí está! Não joguei ainda e não posso dizer nada, mas fica aqui o relato do Bruninho. Se alguém estiver jogando, quiser começar ou desejar trocar experiências com ele, seu email é: bruninhosilva_25@hotmail.com.

Obrigada, Bruno!

E enquanto isto… Vou finalizando FFIII. Só falta o último boss. Acabei de tentar e morrer. lol Curtinho este III, não??? :(((

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