O maior erro da Microsoft é não apoiar os índice e pequenas companhias.



Nat Brown, um dos criadores do Xbox, o consola que introduziu a Microsoft no mercado dos videojogos, criticou severamente o Xbox 360 no seu blog.

“Tem sido penoso assistir aos últimos 5 anos, e em particular o último ano,” disse Brown no segundo parágrafo da sua longa crítica à estratégia do Microsoft para Xbox 360.

O primeiro problema apontando no consola é a falta de apoio aos produtores independentes e pequenas companhias, questionando “porque razão não posso programar amanhã um jogo para a Xbox usando $100 em ferramentas, o meu portátil Windows e testá-lo na Xbox 360 que tenho em casa ou na casa dos meus amigos?”

“Porque razão não posso distribuí-lo digitalmente numa loja online decente, abdicando de uma percentagem de 30 porcento do lucro e ficar rico se o jogo for bom, como posso no Android, iPhone ou iPad?”

Em seguida, Brown explica que desenvolver um jogo para o Xbox Live Arcade, ou mesmo para o XBLIG, é um processo demorado e com elevados custos, o que não permite aos produtores independentes fazer dinheiro na Xbox, “apesar da base instalada de 76 milhões de consolas”.

A segunda crítica é dirigida à dashboard do consola, que fora do ecrã inicial “é lento e cheia de tretas”, para além de que de são necessários “múltiplos minutos para os loadings, navegar nos ecrãs, e começar a jogar”.

“Um único estúdio personalizado de 150 funcionários não consegue criar conteúdos suficientes para satisfazer mais de 76 milhões de consumidores.”
Brown teme que a Microsoft perderá a guerra contra o Android e iOS caso não torne a “experiência do utilizador simples, rápida e continua”.

Em adição, “um único estúdio personalizado de 150 funcionários não consegue criar conteúdos suficientes para satisfazer mais de 76 milhões de consumidores, apenas com software de qualidade de milhares de produtores independentes podes defender a marca e o produto”.

No final da crítica, a Apple é envolvida, que na perspetiva de Brown é um concorrente sério nos videojogos, “apesar da Apple TV ainda não ser uma plataforma de jogos ou uma console”.

Mas “se a Apple quiser, matará a PlayStation, Wii U e Xbox ao introduzir um ecossistema aberto que cobre 30 porcento do lucro para a Apple TV”. Brown salienta que já ganhou imenso dinheiro no iOS, e que assim que seja possível programar aplicações para Apple TV, será um dos primeiros a fazê-lo.

Uma Apple TV com capacidades de consoles é possível, “talvez não por $99, mas talvez por $199, mais $79 para um controlador”. Caso não acreditem nas palavras de Brown, este aponta o dedo para os números, que falam por si.

“Os números atuais já dizem muito, embora a Apple TV não seja um console: 5.3 milhões de unidades vendidos em 2012, um crescimento de 90 porcento de ano para ano – vs Xbox 360 – cerca de 9 milhões em 2012, um decréscimo de 60 porcento de ano para ano”.

No final, Brown esclarece que a Xbox não tem necessariamente que falhar.

“Apenas precisa de alguém com um cérebro para colocar o produto numa ordem táctica, antes de continuar e avançar para a promessa a longo prazo de uma Xbox ligada a todas as salas-de-estar, ligada a todos os ecrãs.”

“A Apple se quiser, matará o PlayStation, Wii U e Xbox.”

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