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Trails to Azure – Uma sequência épica que aperfeiçoa tudo em Trails from Zero

by A Itinerante 04/08/2025
Escrito por A Itinerante 04/08/2025
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Se você jogou Trails from Zero e ficou com aquela sensação de que a história ainda tinha muito a entregar, Trails to Azure chega para amarrar todas as pontas e elevar a experiência a um novo nível. Com um enredo ainda mais intenso, personagens que brilham do início ao fim e um sistema de combate refinado, esse RPG prova que a série Trails sabe como contar uma história épica e construir um mundo vivo e cativante.

Neste artigo, vamos analisar tudo o que faz de Trails to Azure um dos RPGs mais marcantes da franquia.

Versão em vídeo da análise:


Trails to Azure

Plataformas: Playstation 5, Playstation 4, Nintendo Switch e PC via Steam
Data de Lançamento: 29 de setembro de 2011 / 14 de Março de 2023 (Inglês)
Gênero: RPG de Turnos
Desenvolvedora: Nihon Falcom


História e Enredo

Trails to Azure se passa imediatamente após os eventos de Trails from Zero, onde nosso grupo de jovens policiais revelou segredos sombrios sobre a cidade de Crossbell. Na análise anterior, mencionei como o jogo me deixou com a sensação de ser mais uma grande introdução do que uma história autônoma. Ele estabelece um cenário rico para uma sequência — e essa impressão se confirma aqui.

Desta vez, temos um ritmo muito mais envolvente, com uma trama que define melhor sua direção desde o início, evitando que o jogador fique tanto tempo no escuro como acontecia anteriormente.

A história gira em torno da chegada de uma facção de mercenários chamada Red Constellation a Crossbell, coincidindo com eventos políticos de grande impacto envolvendo os líderes locais e as nações vizinhas, Erebonia e Calvard. Aos poucos, esses acontecimentos recentes, junto com algumas pontas soltas do primeiro jogo, se unem e revelam mistérios tão importantes que colocam o mundo inteiro em risco — com consequências que reverberam até nos próximos jogos da série.

A consequência dessa narrativa mais bem direcionada é que, mesmo com as surpresas, a trama se torna mais clara, deixando evidentes os grandes mistérios e conflitos. Isso facilita a imersão e torna a narrativa ainda mais empolgante.

O elenco de personagens, um dos pontos altos do primeiro jogo, continua brilhante aqui. Cada personagem principal tem seu desenvolvimento aprofundado de forma bem estruturada, enquanto figuras antigas retornam e novos personagens são introduzidos de maneira orgânica e natural. Todos têm seus momentos para brilhar — e é impressionante como um jogo com um elenco tão extenso consegue dar desfechos satisfatórios para praticamente todos.


Jogabilidade

A jogabilidade se baseia no primeiro jogo, sem grandes mudanças estruturais. O combate por turnos continua presente, com Arts e Crafts que devem ser utilizadas estrategicamente para aplicar buffs, debuffs e causar dano massivo. As animações continuam belas (considerando a idade do jogo), e as batalhas seguem dinâmicas, rápidas e estratégicas.

O brilhante sistema de Quartz também está presente — e eu fico muito feliz por isso. Já mencionei isso antes, mas faço questão de citar novamente: é como se alguém tivesse pegado o sistema de Materias da série Final Fantasy e evoluído para uma versão 2.0. A quantidade de builds possíveis é impressionante, e novos Quartz foram adicionados, criando ainda mais possibilidades de customização.

Um exemplo são os Quartz que permitem que, após conjurar uma magia de determinado elemento, o personagem ganhe um turno extra. Isso possibilita criar magos extremamente poderosos ao longo do jogo. É um sistema rico e divertido, e sempre fico ansioso para ver como irá evoluir nos próximos títulos da série.

A principal adição em Azure é o sistema de Master Quartz: pedras especiais que concedem habilidades e efeitos únicos aos personagens. Elas podem ser evoluídas, garantindo bônus de status, efeitos passivos e até novas habilidades. Algumas aumentam a cura, outras tornam o personagem um verdadeiro tanque que atrai ataques, e há ainda aquelas que garantem buffs poderosos no início das batalhas. É uma melhoria simples, mas extremamente eficaz, que permite maior especialização e personalização dos personagens.

A exploração segue o padrão do primeiro jogo: um mundo linear, mas com caminhos alternativos que escondem baús, monstros opcionais e missões secundárias. No entanto, minha crítica vai para a reciclagem de cenários. Sabemos que a história ainda se passa em Crossbell e seus arredores, mas teria sido interessante explorar novas micro-regiões para quebrar a sensação de familiaridade excessiva. A repetição de mapas e inimigos poderia ter sido minimizada com uma maior variedade.

Ainda assim, a base sólida da jogabilidade faz com que a diversão permaneça intacta. Um ponto que merece destaque é o aumento na dificuldade, especialmente nos chefes. Muitas vezes precisei refazer lutas, reorganizar meu grupo e bolar estratégias mais refinadas para superá-los. Isso obriga o jogador a utilizar todo o potencial do sistema de combate, elevando a experiência a um novo patamar.

Assim como no primeiro jogo, temos um sistema de pontuação semelhante ao da série Tales of. Ao acumular pontos durante a jornada, podemos desbloquear galerias de imagens, vídeos, artworks e até bônus para o New Game+.

Falando nisso, o New Game+ introduz os superbosses do jogo — cinco chefes exclusivos que, ao serem derrotados, desbloqueiam um último desafio absurdamente difícil. Essas batalhas representam o verdadeiro endgame e exigem personagens no nível máximo, os melhores equipamentos e estratégias bem refinadas.


Conclusão

Se ainda não ficou claro: Trails to Azure é um RPG absolutamente fantástico.

A narrativa supera a de Trails from Zero, com ritmo bem ajustado, personagens envolventes e uma dose generosa de mistérios e reviravoltas inesquecíveis. O sistema de combate, embora familiar, é aprimorado com a adição dos Master Quartz, tornando a customização de builds ainda mais divertida e estratégica.

É um RPG completo que, apesar da aparência simples, é surpreendentemente moderno em diversos aspectos. Na verdade, se mostra mais completo do que muitos RPGs de grandes franquias lançados atualmente.

Se você gosta de RPGs de turno, pode colocar Trails to Azure na sua lista sem medo — é uma experiência obrigatória para qualquer fã do gênero.


🔍 Pontos Fortes e Fracos

✔️ Pontos Fortes❌ Pontos Fracos
Narrativa envolvente com ritmo consistenteCenários e inimigos reciclados
Elenco de personagens carismático e bem desenvolvidoPoucas novidades visuais
Sistema de combate estratégico com grande liberdade de buildExploração linear pode cansar após o primeiro jogo
Master Quartz adicionam profundidade sem complicarNecessário ter jogado o anterior para aproveitar totalmente
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