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(FF XV) Primeiras impressões oficiais + gameplay

by A Itinerante 07/12/2016
Escrito por A Itinerante 07/12/2016
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Por BrunOliveira

Fala aí galera,
Bom, conforme havia prometido no meu último post, faço esse post para trazer as minhas primeiras impressões gerais sobre o jogo, sem sombra de dúvidas, mais comentado do momento: FINAL FANTASY XV! A Squenix deve estar mais do que satisfeita com o recebimento do título pela comunidade já que, em apenas dois dias após o lançamento, o game contabilizou mais de 5 milhões de cópias vendidas, isso mesmo senhoras e senhores, 5 FUCKING MILHÕES DE CÓPIAS!!! É um sucesso enorme para a série, visto o lançamento dos últimos títulos que foram bem controversos e a incerteza dos fãs, que já não conseguiam entender muito bem os rumos que a série estava tomando, para muitos era o fim de Final Fantasy e, de uma certa forma, foi mesmo, Final Fantasy XV é, de muitas maneiras muito próximo e de muitas outras maneiras infinitamente distante do modelo de Final Fantasy que nós, fãs mas antigos da série, estamos acostumados.
O meu objetivo nesse post é responder à seguinte pergunta: Final Fantasy XV vale ou não à pena? Vou dividir o post em alguns pontos que acho mais relevantes para o entendimento do universo do jogo.

OBS.: O gameplay está no final da matéria e, é sempre bom avisar, o texto pode conter spoilers leves sobre o enredo.

FICHA TÉCNICA
Nome: Final Fantasy XV
Lançamento: 29 de Novembro de 2016
Produtora: Square Enix
Idiomas (áudio): Inglês, Japonês, Frances e Alemão (Versão BR)
Idiomas (legendas): Português e Inglês (Versão BR)
Plataformas: PS4 e Xbox One

GRÁFICOS

As cenas em CGI, marca registrada da série também estão presentes no novo título

A série é conhecida no geral por sua incomparável qualidade gráfica, geralmente à frente de seu tempo e com Final Fantasy XV não é diferente. Esses três meses à mais de polimento deixaram o jogo, que já estava bonito nas demos, ainda mais bonito. As paisagens são de tirar o fôlego, me pego em alguns momentos parando pra completar alguns lugares fantásticos, muitas vezes você sente como se estivesse lá, sentindo o vento no rosto, vendo as feras correndo pelas planícies, ainda mais se você estiver jogando de fones de ouvido e direcionar o áudio do jogo diretamente para eles, a imersão é incrível, indescritível quase. Tem um acampamento no alto de uma montanha que, sem dúvidas é um dos meus lugares preferidos no game e a praia de Galdin também é um cenário lindo, o acampamento na beira da praia faz a gente querer estar lá, tocar um violão e bater papo com os caras, hehe…

Em alguns momentos senti algumas leves quedas de frame e temos uns bugs meio estranhos no jogo, o Ignis por vezes fica em pé em cima do chocobo, ainda não liberei os bichinhos, mas já li alguns comentários à respeito, o Noctis às vezes corre como se as costas estivessem quebradas, num ângulo estranhíssimo, hahah… Mas nada que, para mim, prejudique a experiência no jogo ou que não me permita apreciar o belo trabalho de direção de arte da Squenix.
Ainda estou no capítulo 1, não sei o que mais de bom, ou de ruim, posso encontrar ao longo da jornada, mas por enquanto, visualmente o game está me agradando bastante.

TRILHA SONORA

Aqui também vale a dica de jogar com os fones de ouvido, as composições estão belíssimas e acho interessante notar o cuidado da produção nos detalhes, por exemplo, quando você está em Hammerhead a música de fundo muda dependendo de onde você está, vou explicar: Se você está na parte de fora, nos arredores do posto e da oficina a música está mais leve, sem instrumentos pesados, só a harmonia, quando você entra no restaurante a base da música permanece a mesma, mas são adicionados também sons de instrumentos mais pesados, como a bateria. Achei isso incrível e fiquei igual bobo saindo e entrando diversas vezes do restaurante para testar essa passagem de um som para o outro. 
As lutas sempre são embaladas por ótimas trilhas sonoras!

No geral, até agora, as trilhas combinam bem com os momentos em que estão presentes, achei interessante também o uso da ausência de trilhas em alguns momentos, como quando estamos andando nas planícies, dá a impressão de algo ainda mais real, só o barulho do sapato deles na terra e o som das vozes (porque esses caras falam mais que a nega do leite), uma dinâmica muito bem explorada. O tema das batalhas, dos menus e dos acampamentos também são incríveis e o tema dos chefes, NOOOSSSAAA, é de arrepiar, chega dá um frio na espinha só de ouvir, hehe… Ainda não derrotei nenhum chefe da história, mas encontrei um opcional que fez essa música ressoar minutos antes de eu sair correndo (porque não ia conseguir fazer nem cócegas no monstrengo).

Fora isso, os efeitos das armas, golpes e demais efeitos sonoros também estão ótimos e a dublagem em inglês, que é a que estou utilizando, também está excelente, as vozes combinam muito bem com cada um dos personagens apresentados até então, aumentando ainda mais a sensação de verdade e imersão do jogo.
Uma coisa digna de nota também são os CD’s que podemos comprar para ouvir à bordo do Regalia, vão desde temas clássicos de Final Fantasy’s antigos até a trilha sonora do filme Kingsglaive e músicas diversas que foram usadas durante a divulgação do jogo. Sensacional esse poder de controlar o que você ouve no carro e as trilhas são lindas (estou ouvindo Kingsglaive no momento, hehe)

HISTÓRIA

Bom, se eu disser que posso falar com propriedade sobre esse tópico estaria mentindo, como disse acima, ainda estou no meio do capítulo 1 e podemos dizer que pouquíssimo da história foi abordado até aqui. O começo do jogo foi leve, apenas com uma cena da partida de Noctis de Insomnia e a última conversa que teve com o pai antes de partir. Pra quem já assistiu ao filme Kingsglaive já está um pouco mais por dentro do enredo e sabe que a guerra está prestes à pipocar e que a chapa vai esquentar logo. De importante nessa primeira parte do capítulo um temos a introdução de Cindy e Cid, os mecânicos responsáveis pela manutenção do Regalia e o desenvolvimento do relacionamento entre os quatro protagonistas: Noctis, Gladiolus, Ignis e Prompto. Chegando à Baía tivemos também a introdução do personagem Ardyn, velho conhecido do filme Kingsglaive e do repórter Dino, que oferece ajuda à Noctis em troca de um favor. Até agora o enredo possuí muitas promessas, mas nada muito substancial ainda, então vou deixar pra falar melhor sobre ele na minha Review definitiva após terminar o game, o que ainda deve demorar alguns bons meses, hehe…

JOGABILIDADE

Aqui sem dúvida é onde temos as maiores mudanças no jogo, se comparado à outros títulos da série. A jogabilidade é tão rica e tão complexa que eu vou dividir essa parte em três sub-tópicos: EXPLORAÇÃO, COMBATE E EVOLUÇÃO.

– Exploração

A exploração é um dos pontos chaves nessa primeira parte do jogo (ouvi jogadores dizendo que a segunda metade do jogo é mais linear). O mapa é enorme e você vai encontrar diversas coisas para fazer: recolher itens, ingredientes, acessórios, tesouros, aceitar sidequests, fazer caçadas, encontrar e utilizar acampamentos, pontos de estacionamento, enfim, acredite que dá pra gastar MUITO tempo vagando pelo mapa fazendo essas coisas sem seguir a quest principal e não é cansativo fazer tudo isso, ainda mais no começo do jogo, onde você quer mesmo aprender a jogabilidade e tal, é um prato cheio ter tudo isso pra fazer, aliás, isso foi uma das coisas que tenho gostado muito desse começo, o início mais tranquilo, focado mais em jogabilidade do que em história, penso que quando mergulhar na história de vez vai ser pauleira e vou querer curtir também cada momento disso e estar preparado para os desafios, hehe…

– Combate

Se prepare para batalhas épicas!!!

O combate em tempo real assusta muito no começo do jogo, principalmente ao jogador mais acostumado a jogar JRPG’s mais lentos e estratégicos, mas ainda assim é um deleite para os olhos ver as lutas fluindo tão rápido e com a incrível movimentação dos personagens, o combate, pelo menos para mim, é sem dúvida um dos pontos altos do jogo e um show visual. E para aqueles que ainda assim preferem algo mais tranquilo temos o modo estratégico, que permite pausar o tempo e pensar um pouco sobre a próxima ação à tomar, usar a libra e descobrir os pontos fracos do inimigo enquanto que no modo dinâmico (padrão), você tem que ficar atento aos controles para defender na hora certa, aparar e desviar ataques, encaixar golpes e magias nos pontos fracos e nos momentos certos, porque, acreditem, existe fogo amigo no game e as magias, principalmente, são um perigo se lançadas perto dos integrantes da party.

Noctis possui quatro slots de armas que podem ser preenchidos por qualquer tipo de arma ou magia disponível no jogo e essas podem ser trocadas e utilizadas em qualquer momento do combate, é possível inclusive, começar um combo com um tipo de arma, encaixar outra no meio e terminar com uma finalização com magia, embora não seja tão fácil assim encaixar muitos golpes sem ter que defender ou aparar algum golpe, mas com um pouco de treino e timing, tudo se resolve.

Cuidado com o fogo amigo!!!

Os outros membros da party são controlados pela I.A, mas você pode personalizar os equipamentos. Cada um deles pode usar dois tipos de armas e magia, além de uma técnica única que pode ser acionada pelo jogador durante a batalha, novas técnicas são liberadas pelo menu Ascensão, que vou detalhar abaixo na parte de Evolução. Em determinados momentos eles usam golpes em conjunto com Noctis, chamados de Elos Sorrateiros que aumentam também o dano infligido nos inimigos.

Cada um deles à princípio pode utilizar apenas um acessório, mas novos slots de acessórios podem ser liberados também no menu Ascensão, nada muito novo aqui, certo? (Alô, Crystarium?!)

Uma outra dica interessante que recebi do meu amigo Andrey foi mudar o modo de controle de combate para o tipo B, eu achei mais interessante esse modo e estou utilizando ele ao invés do tipo A (padrão). Fica aí a dica e vale o teste!

– Evolução

A evolução dos personagens acontece de duas formas principais:

A primeira é através do acúmulo de experiência adquirida em batalha, ou por terminar quests ou realizar eventos da história principal, ou sidequests/tours propostos pelos membros da party,. Essa experiência depois é convertida em leveis que, conforme são alcançados, melhoram os atributos básicos dos personagens (PV ou  HP, PM ou MP, força, vigor, inteligência, sorte, etc). A grande diferença é que essa experiência em Final Fantasy XV só é “contabilizada” para os personagens quando estes param para descansar em acampamentos, trailers ou hotéis. Em acampamentos temos também a vantagem da culinária do Ignis que sempre dá alguma melhora de Status para a party e ainda,quando a comida é a preferida de um personagem, trás um outro benefício que ainda vai perdurar ao longo do dia seguinte. Em hotéis e trailers temos a vantagem dos multiplicadores de XP, isso varia de acordo com o lugar e vi que tem lugares que podem até mesmo triplicar a XP acumulada, por isso uma boa gestão de onde descansar é essencial para agilizar o ganho de níveis.

A segunda forma principal de evolução é o menu Ascenção, que nada mais é do que uma mistura de Sphere Grid (FFX) com Crystarium (FFXIII/FFXIII-2), um grade tabuleiro dividido em oito áreas: Magia, Recuperação, Técnicas, Combate, Trabalho em Equipe, Atributos, Exploração e Modo Estratégico. Cada tabuleiro é composto de nodos que podem ser ativados à custo de PA (Pontos de Ascensão) que são adquiridos das mais variadas maneiras ao longo do jogo: Acampando, comendo, realizando caçadas, tours, etc., é possível liberar nodos que aumentam o ganho de PA e possibilitam que estes sejam adquiridos também em outras atividades, como viajar de carro ou de chocobo, derrotando inimigos, etc (recomendo que já ative esses nodos logo no começo pra ganhar PA ainda mais rápido). É no menu Ascensão também que adquirimos mais espaços para acessórios e expandimos as técnicas dos protagonistas e o suporte que eles dão um para o outro durante o combate. Esse assunto é bem complexo e rende assunto para um outro post, mas basicamente é isso.

Pose pra foto! Hehehe…

Outro ponto que não posso deixar de comentar sobre a evolução são as habilidades únicas de cada um dos personagens que são bem interessantes ao longo do Game: Noctis pode pescar em pontos específicos da costa, Ignis cozinha nos acampamentos, Gladiolus tem a habilidade de sobrevivência que permite achar itens pelo cenário ou conseguí-los após as batalhas e Prompto tira foto dos melhores momentos da aventura… Ah, as fotos!!! Sem dúvida esse é um dos pontos altos do jogo, principalmente para essa geração redes sociais, hahaha… Eu confesso que sucumbi à brincadeira e direto estou mandando os melhores cliques para a minha timeline no Facebook (como esse aí do lado, hehe…). Conforme eles “praticam” as suas habilidades essas também sobem de nível e vão ficando ainda mais interessantes. Prompto adiciona filtros nas fotos, Ignis aprende novas receitas, Gladiolus acha itens melhores e Noctis consegue pegar peixes mais raros.

Sem dúvida tem muito de Final Fantasy nessa jogabilidade, apresentado de forma inteiramente nova, mas com certeza, divertida da mesma forma que nos anteriores.

CONSIDERAÇÕES GERAIS

Com certeza Final Fantasy XV vale muito à pena e merece sim todo o reconhecimento e acolhimento que tem recebido da comunidade esses dias. É até então um genuíno game da franquia que, sem sombra de dúvidas, tem tudo para conquistar o seu lugar entre os grandes títulos da série. O mundo pulsa de vida, estava comentando isso com a Neiva outro dia, tudo funciona muito bem e dá pra sentir o carinho da equipe pelo jogo em cada detalhe e o cuidado que tiveram com as opiniões dos fãs ao longo desses 10 anos de desenvolvimento. O combate empolgante, as inúmeras sidequests, caçadas e exploração vão agradar os fãs mais antigos da franquia e conquistar os mais novos. É uma nova era para a franquia Final Fantasy e eu me sinto privilegiado poder fazer parte disso. Vou seguir com a jogatina e, quando terminar trago a Review definitiva, espero que seja para confirmar tudo que eu disse aqui e não para me retratar, hehe… E enquanto isso acompanhem as nossas aventuras, da Neiva, do André e a minha também!

NOTA DE PRIMEIRAS IMPRESSÕES: 9/10
(Esse 1 é o pontinho da incerteza,que espero dar na minha review final sobre o game)


Como prometido, fiz as minhas primeiras impressões também em vídeo, que trago em primeira mão para vocês. A voz não é das melhores, mas acredito que seja empolgante de assistir e ver no game algumas das coisas que eu escrevi aqui, por mais que o vídeo tenha ficado um pouco grande (cerca de 40 minutos). Se vocês curtirem o vídeo e puderem fazer a gentileza de se inscrever no meu canal ficarei muito feliz, e prometo trazer mais vídeos, comentados ou não, ao longo da jogatina. não deixem de comentar e me mandar a opinião de vocês, pretendo responder todos os comentários o mais breve possível e participem também do nosso grupo no Whatsapp, a conversa está boa por lá!

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